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	<title>Destaque Archives - SINDICATO METABASE CARAJÁS</title>
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	<description>Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Extração e Beneficiamento do Ferro e Metais Básicos do Ouro e Metais Preciosos e de Minerais não Metálicos de Marabá, Parauapebas, Canaã dos Carajás, Curionópolis e Eldorado dos Carajás no Estado do Pará -PA</description>
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	<title>Destaque Archives - SINDICATO METABASE CARAJÁS</title>
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		<title>VIOLÊNCIA DOMÉSTICA DISCUTIDA COMO FATOR DE RISCO NO TRABALHO</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Comunicação Metabase Carajás]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 27 May 2026 11:52:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Destaque]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">Começa a valer a partir desta terça-feira, 26 de maio, a NR-1 (Norma Regulamentadora nº 1), editada pelo Ministério do Trabalho e Emprego. A NR-1 implementa em todas as empresas a exigência de maiores cuidados para identificar e eliminar riscos ocupacionais, principalmente relacionados à saúde mental dos trabalhadores.<br>Segundo o Ministério do Trabalho, em 2025, a Previdência Social concedeu 546.254 benefícios previdenciários por transtornos mentais e comportamentais. Um resultado 15,6% superior ao número de 2024, quando foram concedidos 472.328 benefícios.<br>As maiores causas de afastamento do trabalho por questões psicossociais registradas no ano passado foram os casos de transtornos ansiosos (166.489) e os episódios depressivos (126.608). Na sexta posição ficaram os 23.773 casos de reação ao estresse grave e de transtornos de adaptação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>DISCUSSÃO DENTRO DA VALE</strong><br>As prescrições desta NR têm sido objeto de discussão do METABASE CARAJÁS com a Vale, sobretudo no último Acordo Coletivo de Trabalho, com uma cláusula específica sobre fatores psicossociais que afetam a todos e podem trazer consequências graves, sobretudo em atividades como a mineração, onde a segurança exige total rigor para proteger vidas.<br>Exatamente neste dia em que a NR-1 passa a vigorar, o Sindicato participou de uma reunião com a Vale, com a presença de Fernanda Castanheira, Especialista em Benefícios e Bem-Estar na Vale. Na ocasião, foi discutido um assunto latente hoje na sociedade: a &#8220;Violência Doméstica&#8221;, sendo as mulheres as principais vítimas. Os números estatísticos apresentados são assustadores:<br>· A cada 2 minutos, uma mulher é vítima de violência doméstica, tanto física (41%) quanto psicológica (28%) e sexual (4%);<br>· 1 mulher é estuprada a cada 6 minutos;<br>· A violência doméstica foi a principal causa de feminicídios em 2024: 4 mulheres mortas por dia;<br>· 64% das mulheres foram mortas em casa, sendo 97% mortas por homens.<br>Fernanda Castanheira lembra que “este é um tema que não acaba quando a pessoa fecha a porta de casa. Seja criança, idoso ou mulher, a violência vai com a pessoa; a gente não separa as dores”. O tema do feminicídio é tratado em todo o País com severidade, diante de uma escala desesperadora que mutila e tira a vida de milhares de mulheres.<br>Fernanda lembra que o compromisso da Vale com este tema “se intensificou há cerca de quatro anos, após o feminicídio de uma trabalhadora, no Pará, assassinada pelo ex-companheiro ao sair do trabalho. Desde então, amadurecemos a ideia de quais seriam os limites de atuação da Vale em relação ao poder público&#8221;.<br>Certamente, mulheres e homens são vítimas de violência doméstica, mas o feminicídio vem se tornando desesperador. Mulheres trabalhadoras vítimas de violência — e mesmo o agressor — não têm condições emocionais e psíquicas nos ambientes de trabalho, correndo riscos de acidentes e colocando em risco a integridade dos companheiros.<br>Desta forma, a empresa disponibiliza canais de comunicação para denúncias de violência doméstica, oferecendo apoio e tratamento psicológico tanto a vítimas quanto a agressores.<br>O presidente do Sindicato, Raimundo Nonato Macarrão, cita “a grande preocupação com a violência e a atribui a inúmeros fatores, como alcoolismo e drogas, condições sociais degradantes, estresse pelas jornadas estafantes, desequilíbrio financeiro e acúmulo de dívidas, estímulos virtuais em sites e mídias sociais, tudo que interfere na normalidade da vida familiar. Nas últimas negociações discutimos muito também os vícios em jogatinas e bets, arruinando reservas financeiras e levando trabalhadores ao desespero”. Macarrão lembra que “esta prática pode até levar trabalhador à justa causa na empresa, e todos devem buscar socorro psicossocial para viver em paz”.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>AS PRINCIPAIS FORMAS DE VIOLÊNCIA SÃO:</strong></p>



<ul class="wp-block-list">
<li></li>



<li>·Psicológica: Condutas que causem dano emocional (humilhações, ameaça, chantagem, perseguição, manipulação, controle emocional, limitação do direito de ir e vir);</li>



<li>Física: Atos como tapas, empurrões, socos, chutes e espancamentos, sacudir ou segurar com força, arremesso de objetos com a intenção de machucar;</li>



<li>Patrimonial: Destruição de pertences, retenção de documentos, controle de dinheiro ou salário;</li>



<li>Moral: Calúnia, difamação, insultos ou exposição da vida íntima, emitir juízos morais sobre sua conduta;</li>



<li>Sexual: Forçar relação sexual não desejada mediante intimidação, ameaça ou uso da força; impedir o uso de métodos contraceptivos, forçar uma gravidez ou aborto;</li>



<li>Vicária: Usar filhos ou familiares afetivamente próximos para atingir emocionalmente a vítima, causar dano psicológico, punição ou controle, romper vínculos afetivos ou de responsabilidade familiar.</li>
</ul>
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