Uma segunda morte em acidente de trabalho, agora em dezembro, nas mesmas circunstâncias da primeira, acontecida há pouco mais de um ano (fevereiro/2024) reacendeu uma grande preocupação dos trabalhadores com a segurança dentro da Vale. Como na primeira vez, uma retroescavadeira anfíbia tombou e mais um trabalhador morreu afogado, deixando órfã mais uma família.
Segundo informações do acidente, trabalhador de empresa terceirizada operava o equipamento através de um joystick, que parou subitamente. O trabalhador teria entrado na retroescavadeira anfíbia para verificar a causa da falha, momento em que o equipamento tombou, deixando o operário submerso.
Mais esta morte trágica no trabalho trouxe nos trabalhadores outro momento de sofrimento e de segurança, com a desconfiança de faltaram providências e rigor necessário nas condições de segurança e saúde no trabalho.
A empresa prontamente manifestou procedimentos de amparo à família, mas as tragédias não podem ser reparadas e precisam urgente de uma discussão que passe um “pente fino” em todas as atividades que representam risco, para proteger as vidas e integridade física dos trabalhadores
O Sindicato cobra da empresa um fórum de discussão urgente sobre segurança no trabalho, com levantamento das reais condições de trabalho, orientação para um trabalho sistemático e respeitados das Comissões Internas de Prevenção de Acidentes (CIPAs) e um treinamento permanente os trabalhadores sujeitos aos riscos, sobretudo buscando-se impedir que tenhamos pessoa isolada em atividade onde a demora de um socorro pode ser fatal.
QUANDO APENAS MORTES ANUNCIAM CONDIÇÕES PERIGOSAS DE TRABALHO
