ACIDENTE GRAVE MOSTRA A NEGLIGÊNCIA DAS EMPRESAS DE TRANSPORTE COM A SEGURANÇA
Exigimos da Vale medidas para proteger as vidas dos trabalhadores
Um grave acidente com ônibus da empresa Parvi colocou em risco a vida de cerca de 30 trabalhadores na mina de ferro.
Recebemos com extrema preocupação a notícia do tombamento de um ônibus que realizava o transporte de trabalhadores do turno. O grave acidente reforça alertas que o sindicato já havia feito anteriormente sobre as condições do transporte na região de Salobo, onde também tivemos reiterados acidentes.
Na ocasião denunciávamos problemas que não estão sendo corrigidos pelas empresas de transporte contratadas pela Vale e que demonstram negligência com a vida dos trabalhadores. Relatos deste novo acidente gravíssimo indicam que o motorista do veículo vinha reclamando de falhas mecânicas, sem que as devidas providências fossem adotadas.
Em diálogo com trabalhadores do transporte, constatamos irregularidades preocupantes de falta de manutenção nos veículos com histórico de quebras, condições inadequadas de higiene, rotas superlotadas, fatores que têm gerado desgaste físico, estresse e, principalmente, risco à integridade dos trabalhadores.
É fundamental destacar que o motorista, além de operador, é o principal responsável pela segurança de dezenas de trabalhadores durante o deslocamento. Um profissional submetido a condições precárias, pressão constante e desgaste emocional elevado tem sua capacidade de atenção, tomada de decisão e reação diretamente comprometida — o que amplia significativamente o risco de acidentes.
Nesse sentido, a preocupação não se limita às condições dos veículos, mas também ao cuidado com o estado emocional desses profissionais. A forma como as empresas tratam seus motoristas reflete diretamente no nível de segurança entregue aos trabalhadores transportados. Cuidar de quem conduz é, acima de tudo, cuidar da vida de todos que dependem desse serviço diariamente.
Diante dessa situação, o sindicato exige da Vale um posicionamento imediato e a adoção de medidas concretas para correção das falhas identificadas. Não se trata de casos Isolados, mas de um problema estrutural que precisa ser tratado com a seriedade que a situação exige.
A segurança no deslocamento não é um benefício — é um direito. A preservação da vida deve estar acima de qualquer outra prioridade. O ocorrido evidencia sinais claros de negligência que não podem ser ignorados.
Seguiremos acompanhando o caso de perto e cobrando providências urgentes. A vida dos trabalhadores não pode ser colocada em risco e exigimos transportes em condições de uso.
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